
Procurando uma nova linguagem que nada lembrasse o tom comercial e imperativo usado em outros tempos, a Nous Sommes Beaux desconstruiu toda sua comunicação e publicou a imagem invertida daquela identidade exposta até então. Experiências compartilhadas em vídeos e sequências de imagens abriram os códigos fonte da matriz geradora das histórias impressas em grandes imantados.
O inconsciente é estruturado com uma linguagem, então apresentado através dos gifs incrustados no html primitivo que registra os primeiros grunhidos e movimentos de personagens escondidos no campo das coisas que não podem ser ditas, literalmente.
Como uma gira eletrônica, os espectadores são convidados a transferir suas angustias e enxergar através de outros olhos.
Quando até a criação se torna automatizada, o resgate dos hábitos antepassados revelam quais são as raízes que sustentam o momento presente. Por um instante não estimulamos o consumo. Por alguns raros minutos convidamos àqueles que fazem contato a olhar através de um outro angulo. Qual é mesmo a música que escutamos quando a TV esta com a boca fechada?
Alguns chamarão de ruptura, outros de paisagem obnubilada, muitos não darão a mínima. Um livro foi impresso e uma história sem climax publicada. Ressoam as palavras de Campbell, Shakespeare e os delírios de grandeza do Calígula na sua Augusta.
Um corpo tatuado aparece em movimento. Foi marcado. Vai se mexer pra espantar mau olhado. Aqui a gente não dança nem rebola. A gente samba.
Obrigado especial à Vanice Kappaz, Robson Rocha, Hellen Fonseca e Márcio Câmara.
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